A história cervejeira da família iniciou-se em 1839, cinco gerações atrás, tendo um intervalo somente durante a 2ª Guerra Mundial. A cervejaria, que fica em Buggenhout, no centro de Flandres, na Bélgica, foi construída em 1997, num prédio do século 16 onde funcionava outra cervejaria. De antigo, restou apenas o método tradicional de produção, mas agora executado em modernas instalações.
As cervejas Malheur são todas ales (alta fermentação), vivas e refermentadas na garrafa, ou seja, os fermentos continuam vivos após o engarrafamento. Portanto, seus sabores evoluem com o tempo. Além disso, são produzidas utilizando-se flores de lúpulo in natura.
Dos sete rótulos produzidos, as cervejas mais cobiçadas e inusitadas são as do estilo Brut, produzidas através do método original champenoise, o mesmo utilizado para a produção de champagne. Estas cervejas são feitas na cervejaria, na Bélgica, mas passam pela segunda fermentação e processo de rémuage em Epernay, na França. No total, o processo leva de 5 a 6 meses. Somente três cervejas deste estilo são conhecidas no mundo, mas o mestre-cervejeiro da Malheur, Luc Verhaeghe, foi o que desenvolveu em 2001 essa técnica sem precedentes a partir de várias visitas à região de Champagne, onde estudou os métodos de produção e, principalmente, de condicionamento de garrafas lá utilizados. Inicialmente, foram recebidos com ceticismo, mas, depois, receberam uma grande ajuda do Epernay Oenologique Institut, que forneceu o fermento e viabilizou a aquisição dos grandes páletes giratórios que completam trinta e seis movimentos em sete dias.
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